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O look-nosso-de-cada-dia está recheado de significados fascinantes, mas, em geral, inexplorados. E é justamente esse buraco que gera tantos "não tenho nada pra vestir" mundo afora e closets adentro...

Que tal diminuir a distância entre sua aparência e o seu eu interior? Só assim a gente consegue emitir os sinais da moda que autenticamente refletem quem somos...

E é isso que eu chamo de moda pra vida real!Vamos descobrir juntas?

Sanduiche de Algodão: pra quem tem fome de estilo!

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Overdose de Birkin e a tal das bolsas falsas da China

08 / 11 / 2011


Aqui em Hong Kong, as mulheres não fazem grandes montações de roupa (a maioria usa jeans com camiseta ou legging e bata) mas os acessórios são investimento puro.

Uma chuva de sapatilhas Chanel, Tory Burch, Prada, Salvatore Ferragamo, Louboutin e outros nomes conhecidos nos pés e, nos braços, Chanel e Hermés para dar e vender. Sério: nunca vi tanta Birkin e Kelly - da Hermés -, juntas na vida como aqui em Hong Kong. Detalhe: nas mais variadas cores e modelos. O que nos deixa com a pergunta: verdadeiras ou falsas?

A famosa bolsa Birkin, da Hermés, foi criada na década de 1960, inspirada na atriz/cantora/jet setter Jane Birkin. Diz que ela estava numa viagem de avião e sentou-se ao lado de ninguém menos que Jean Louis Dumas, grande nome da Hermés. Como ela não se entendia com nenhuma bolsa – e usava uma cesta de piquinique para carregar seus pertencences – o moço, curioso, indagou o motivo daquela rebeldia fashion. A resposta? “Ah, falta espaço nas bolsas”. E foi assim, pelo bem geral de Jane e pelo desespero da humanidade, que surgiu a Birkin.

Voltando para Hong Kong…. Porque assim: você entra numa loja da Hermés e não há Birkin para todo lado. Muito menos variações de cor. Tem que fazer encomenda, ter um pouco de “sorte” de ter peça na loja, lista de espera… Então como elas conseguem tanta variação? A resposta para isso é: Milan Station e Station Paris.

Milan Station e Station Paris: overdose de Birkin

Funciona assim: essas lojas pagam mais caros pelas bolsas (compradas em Hermés ao redor do mundo) e revendem por aqui com um preço um pouco mais alto que o normal – eles cobram pela infinidade de “opção”. E sério: são verdadeiras. vem com certificado da loja, caixa, o famoso papel que envolve a bolsa. Uma coisa que choca um pouco é a fachada das lojas: se vende peças tão caras, porque tanta “simplicidade”? Pesquisei, perguntei, indaguei. A resposta? “Porque sim”. Novamente: coisas da China-na-na…

O preço das crianças? De R$ 40 a R$ 100 mil. Aceitam todos os cartões (risos). Ah, sim, fotinho só da vitrine porque não dá mais pra ser expulsa de loja…

Antes que vocês perguntem, não estou levando nenhuma para casa (haha), mas achei interessante fazer o post de algo que por aqui é tão comum (sério, uma Birkin em cada esquina perto do hotel onde estou ficando, o Mandarin Oriental – aliás, mega indico!).

+ Quanto as bolsas falsas (muitas meninas estão perguntando sobre isso no email), me informei que as melhores réplicas são vendidas em Shenzhen, uma cidade mais ao sul da China, ao norte de Hong Kong - cerca de uma hora de trem. Detalhe: é preciso de visto para entrar no local. Não tenho interesse em fazer esse passeio, já que não lido muito bem com essa história de bolsa falsa (sempre vou saber que não foi comprada na loja. Isso me incomoda. E muito!) Mas gostaria de saber a opinião de vocês. Vale ou não ter uma réplica? 

MILAN STATION,  Ground fl., Percival House, 77-83, Causeway Bay, HK
STATION PARIS,
Shop L, G/F, Percival House,  77-83, Causeway Bay, HK

 

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