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festa

Sorteio de um look festa pra vcs!

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Um jeito fácil de aderir a onda tribal

camafeu

Você vai querer um camafeu, sabia?

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verde com verde

13abr

Acho incrível a capacidade do brasileiro de “chegar lá”. Sem querer desmerecer o resto do mundo, mas já repararam que quando a gente decide (mesmo) fazer algo – deixa de lado a preguiça, os contratempos, as opiniões-, ninguém faz melhor que nós? Bem no clima daquela frase “Não sabendo que era impossível, foi lá, e fez…”, de Mark Twain.

A caminho de Cianorte!

Pois é. A cidade de Cianorte, no noroeste do Paraná, faz: faz mais de 450 confecções funcionarem a todo vapor, faz o curso de moda da Universidade Estadual de Maringá se mudar pra lá, faz mais de 15 mil empregos diretos e outros 30 mil indiretos, faz 20% de toda produção de jeans no país, faz mais de 12 milhões de peças por mês….

A relação com a moda é tanta que a cidade foi batizada como “A Capital do Vestuário”

Só pra gente ter uma idéia da importância da cidade (e da moda, claro), acho que super vale contar que a cidade está entre os dez municípios do Paraná que mais geram emprego (por conta do vestuário!). Por lá, moram cerca de 65 mil pessoas, sendo que 2/3 trabalham com… MODA! (!!!). Ou seja? Praticamente a cidade toda vive em torno de… roupas! Me senti tipo no céu! Hoho

O clima da cidade!

Atualmente, são seis shoppings atacadistas que atendem aos lojistas de todo o Brasil. Só que são shoppings assim, meio diferentes… Abrem as 5h da manhã (!!) e fecham em torno das 16h. Detalhe: as lojas ficam fechadas aos sábados e domingos! Já pensou? É que, na maioria, eles atendem lojistas que chegam de ônibus bem cedinho e, logo depois, voltam para suas respectivas cidades. Em algumas lojas é possível comprar como varejo às sextas. Yayy! Ah, pra quem não sabe, atacado é quando se compra em muita quantidade (tipo, uma loja que compra várias peças pra revender). O que eu, você, sua tia, amiga, prima fazemos nas lojas que amamos é varejo mesmo.

Os shoppings:

1) ALL SHOPPING
ADMINISTRADOR: THIAGO DIEGO CRINCHEZE
Tel.: (44) 3619-5100
2) CIA VEST MERCOSUL
ADMINISTRADOR: JULIANO SALOMONI MENEGASSI
Tel.: (44) 3631-7271
ADMINISTRADOR: JOVENIR FRANCISCO ARAÚJO
Tel.: (44) 3351-4975
4) DALLAS MODA SHOPPING
ADMINISTRADOR: MOACIR AUGUSTO MARQUES
SUPERINTENDENTE: FABIO APARECIDO MARQUES
Tel: (44) 3619-2100
ADMINISTRADORA: IVETE MEMBRIDE JOÃO PEDRO
Tel: (44) 3619-6000
PRESIDENTE: SERGIO APARECIDO LOPES DOS SANTOS
Tel.: (44) 3619-5600

Além dos shoppings, tem também a Rua da Moda, com lojas parecidas, só que a céu aberto mesmo…

Rua da Moda (literalmente) em Cianorte!

Com tanta mercadoria circulando, a Universidade Estadual de Maringá (a UEM) resolveu, inclusive, transferir a faculdade de Moda para lá, assim os alunos ficam mais próximos do mercado de trabalho, e começam a jornada na área mais cedo. Já falamos das faculdades públicas de moda aqui, para quem se interessar pelo assunto (os comentários estão ótimos, com várias dicas de curso em todo o país! Vale a leitura!).

Alunas lindas da UEM depois do nosso almoço-feijoda! Congestão na hora de bater foto? kaka. Quem também está na foto é a Juliana Suemi, do marketing da Morena Rosa! De saia marrom, está a Nanda, do blog Maria Modista, e de saia longa a Bárbara, do A Glória Kalil me contou – ela está fazendo um Trabalho de conclusão de curso sobre vocês leitoras de blog! Demais, né?

Todos os alunos estão empregados. Que índice é esse, né, minha gente? Eu adorei conhecer um lugar tão especial (só faltou ter um McDonald’s por aí, hein, Seu Prefeito!Rs) e indico a viagem para lojistas, curiosos e interessados no assunto. Ah, estudantes de moda, o Grupo Morena Rosa está contratando! Para todas as áreas que vocês podem imaginar (marketing, criação, produção… )Diz que sobra vaga e falta mão de obra em Cianorte, que tal? Quem quiser mandar o currículo, só se cadastrar aqui.

Tô me sentindo o próprio Zeca Camargo: com rodinha nos pés – só falta entrar no projeto dieta Kaka. Depois do Paraná, segui pra São Paulo e agora estou em Fortaleza para acompanhar a semana de moda daqui, o Dragão Fashion Week! Conto mais novidades em breve… Em off :o enquanto posto tô comedo batata frita. Nhami Nhami.

12abr

A moda é, realmente bem irônica. Em tempos de Internet – quando, às vezes, damos bom dia no Twitter antes mesmo de falar oi para os amiguinhos que sentam ao nosso lado-, acabamos por desejar nada mais, nada menos, que as bolsas com carrinha de correio e de antigamente ainda!

Modelo “Luggage”, da Celine: queridinha da temporada

A idéia, na verdade, é bem antiga. Diz que a primeira mala da Louis Vuitton – criada em 1901 para viagens transatlânticas- , foi inspirada nas proporções de uma mala de serviço dos correios mexicanos. Olha só:

A intenção é que com essa alça, a bolsa pudesse ser pendurada no gancho da porta do camarote do navio (ai, que Titanic!). Ah, sim, esse modelito também foi o precursor da mochila moderna. (!!).

Ao longo dos anos, as peças foram sendo aperfeiçodas e o material da bolsas, claro, ficou mais resistente. Reza a lenda que o playboy Günther Sachs – um milionário da década de 1960 – jogou todo o seu equipamento de mergulho de um helicóptero, perto de Saint Tropez, só para impressionar  a fofa da Brigitte Bardot. Como tudo estava devidamente acomodado nas malinhas Louis Vuitton, ná época, já feitas com lona plastificada e impermeável – a corrente marítima levou todo o conteúdo do moço totalmente intacto até a praia. Rendeu até casamento! Bom, não aconselho tentar isso em casa


 

11abr

Tô adorando essa onda na Internet de falar sobre roupas femininas vs roupas da moda! A Thereza, do Fashionismo, foi uma das primeiras a falar do assunto, em ótimo post-pensativo batizado de “Cansei de (não) ser sexy”. Depois veio o boom da fama do Man Repeller – que rendeu até coluna de dona Costanza Pascolato na Vogue de abril. Maricota também entrou na onda e fez “looks afasta/pega homem” super  tem que clicar.

E aí que lendo a Instyle, vi uma mini entrevista da dupla Georgina Chapman e Keren Craig – as moças são as co-fundadoras da Marchesa, marca responsável pelos vestidos mais femininos copiados/aplaudidos/clicados em red carpets- dando dica de look para um primeiro encontro! Mas, né, vale também para um aniversário de namoro/casamento, uma noite especial, um dia comum que você quer que seja especial… Ah, e qualquer outro dia que a gente queira! Porque não precisamos de desculpas para nos sentirmos femininas! ;)

Duplinha Georgina Chapman e Keren Craig!

Vamos às dicas?

- Nunca ficar overproduzida! Afinal, a gente não precisa deixar claro que passamos horas nos arrumando para o encontro…

- Na dúvida (se vai ser barzinho, restaurante, happy hour…), vá de skinny preta! São informais mas, mesmo assim, deixam o look arrumado e sexy!

- Salto alto, sempre!! Eles deixam a silhueta muito mais feminina! Aqui tem dica para os pézinhos e dia!

 

- Se esfriar, vá de blazer acinturado (marcar a cintura é sempre bem feminino – nada de boyfriend blazer aqui!) ou escolha um cardigan colorido. Já fiz post pra gente descobrir qual a nossa melhor cor aqui, tá?

 

- E, para terminar, dica de ouro (literalmente): sempre, sempre, usar brincos!! Assim a gente atrai a atenção para o nosso rosto e para a conversa. ;)

Obs: Recentemente fiz um post só sobre argolas, só clicar aqui! ;)

 

10abr

Mantendo a tradição….

“É necessário abrir os olhos e perceber as coisas boas dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.”…

Clarice Lispector

08abr

faculdade publica de moda

Já disse uma vez, mas, repito:  acho que todo mundo – todo mundo mesmo – pode falar de moda.  Afinal, com maior ou menor intensidade, todos nós temos um relacionamento com as roupas. Ninguém sai pelado por aí e, toda manhã, inevitavelmente, devemos escolher algo para cobrir nossos corpitchos. Alguma coisa ao longo desses anos a gente aprende, né?

Mas, para quem quer trabalhar com isso, eu realmente acho que estudo nunca é demais. Por que não começar com a graduação? Ok, ok… Recebo muitos emails de leitoras dizendo que os pais não gostam da idéia, que preferem algo mais tradicional… Bom, não quero incentivar nenhuma briga doméstica (longe de mim!), mas que tal tentar um diálogo? Não há nada que bons argumentos não possam modificar…

Colocando a cuca pra pensar e fazendo neurônio pegar fogoo

Vou ajudar vocês com alguns deles, ó:  (pra escrever na mão depois do jantar de domingoe soltar na mesa! haha)

Dados do setor atualizados em 2011 e referentes ao ano de 2010:

- O faturamento da Cadeia Têxtil e de Confecção foi de US$ 52 bilhões (em 2009 foi registrado faturamento de US$ 47 bilhões). O que representa  3,5% do PIB total brasileiro!! É muito dinheiro minha gente! Alega que algo disso pode ser seu!

- Investimentos no setor: US$ 2 bilhões apenas em 2010. Em 2009 foram outros US$ 867 milhões. Ou seja? Além de já estar forte, o mercado ainda está crescendo…

- A moda é o segundo maior gerador do primeiro emprego no país. Isso significa que depois você pode seguir para outras áreas… Nada, nunca, é 100% definido…

- O Brasil é o quinto maior produtor têxtil do mundo. Com motivação e criatividade pra ganhar uma medalha de bronze logo logo…

-  São cerca  de 24.300  unidades fabris no setor (em escala industrial), gerando 1,7 milhão de empregos diretos. Ah. dos quais 75% são mão-de-obra feminina (!!!)

- Conforme dados da Abravest – a Associação Brasileira do Vestuário, a capacidade de geração de riqueza da indústria têxtil no Brasil, em 2009, foi de 1 milhão e 200 mil  toneladas (contando tecido plano e malharia) de vestuário produzido.

- Exportações (sem fibra de algodão): US$ 1,44 bilhão, contra US$  1,21 bilhão em 2009.

Colinha feita, está na hora de pensarmos aonde estudar! Bom, existem muitas faculdades de moda pelo Brasil – a maioria particular, com mensalidades que variam entre R$ 400 a R% 1.000, mas existem algumas instituições públicas que também oferecem o curso:

UEL: Universidade Estadual de Londrina

Curso: Bacharel em Design de Moda

Duração: 4 anos

Período: Matutino (ou seja, é possível trabalhar…)

Detalhes: o curso é bem focado em estilismo mesmo. Muito desenho, muita criação… Bom para quem quer ser, por exemplo, estilista de grifes que trabalham muito com coleções-conceito, como aquelas que desfilam nas semanas de moda.

A cidade é ótima e o custo de vida é relativamente baixo. O campus fica longe do centro, mas é lá onde os estudantes preferem morar. Dividindo o aluguel com colegas, dá para gastar a partir de  R$ 150/200 por mês com moradia… Muita gente estuda lá mas trabalha em Cianorte, que fica ali pertinho…

Mais infos…

UEM: Universidade Estadual de Maringá

Curso: Bacharel em Moda

Duração: 4 anos

Período: Matutino ou noturno (ou seja, é possível trabalhar e garantir um $$)

Detalhes: o curso é bem focado em modelagem. “A professora sempre diz o seguinte: de que adianta um belo desenho se você não vai conseguir colocar a roupa em prática”, contou Lygia Valezi – que trabalha no grupo Morena Rosa e é estudante do quarto ano do curso.

O campus fica em Cianorte, uma cidade com pouco mais de 80 mil habitantes, mas muito animada! É um lugar que vive de moda – muitos pontos de venda de atacado (7 shoppings!) e mais de 600 confecções, o que facilita na hora de conseguir um primeiro emprego. Vou conhecer a cidade amanhã e estou super animada!!

Mais infos…

USP – Universidade de São Paulo

Curso: Bacharel em Têxtil e Moda

Duração: 4 anos

Período: Matutino (também é possível trabalhar e garantir um $$)

Detalhes: o curso é focado em tecelagem. A grade é extensa, claro, mas tem bastante enfase em como os tecidos são feitos, propriedades do material para um bom caimento, composição… Aqui tem uma explicação incrível de todo curso, ó.

Mais infos…

UDESC: Universidade do Estado de Santa Catarina

Curso: Bacharel em Moda com habilitação em Design de Moda

Duração: 4 anos

Período: Vespertino ou noturno

Detalhes: o curso é focado na confecção. Muita tecelagem, costura e, assim como no curso da USP, foco para a tecelagem – o Estado de Santa Catarina é grande exportador têxtil!

O campus fica em Florianópolis (o que não é nadica de nada mal, ô cidade linda!), mas tem um custo de vida relativamente mais alto do que no Paraná…

Mais infos…

Apesar dos “focos” diferentes, a maioria tem marketing de moda, História da Moda, Fotografia, Sociologia, Antropologia…. Então cabe ao aluno mesmo se aprofundar mais aqui ou ali. O que ótimo, né? Grades não unificadas dãs asas à imaginação…

Obs: desculpa a ausência de fotos nesse post, é que a blogueira aqui veio para o Paraná e esqueceu o carregador do computador em São Paulo! Haha Infelizmente, não há ninguém que possa emprestar carregador de Macbook air no hotel ás 2h da manhã e estou fazendo esse post de uma lan house amiga, mas de um computador sem photoshop… Tô atrasada nas respostas dos comentários também, né? Mas até domingo coloco tudo em dia!! Prometoo!!

08abr

Desde que vi uma foto de Farrah Fawcett – numa Vogue de 2009, se não me engano -, usando um belíssimo macacão de seda lá pela década de 1970, sempre quis ter uma peça esmeralda dessas pra chamar de minha!

1930: Amelia Earhart e seu uniforme de pilota de avião. Macacão sempre foi visto como uma peça mais “esportista” de rua mesmo….

1970: Farrah Fawcett bem linda com peça esmeralda

2009: Stella McCartney em red carpet com figurino de sua própria criação

Tem post sobre o macacão aqui, ó!

Sendo assim, minha história de amor com esse look abaixo estava escrito nas estrelas (literalmente!)….Hoho. O macacão é da coleção de inverno da Tigresse!


Gente, roupa amassa. E ponto final. Eu sempre saio de casa com ela toda bonitinha, mas não fico segurando os movimentos com medo de uma linha aqui ou outra acolá, sabe? A roupa que tem que me servir, e não o contrário! Por mais que a gente goste de um visual e tals, nunca que ele pode nos regular, né?

Bolsa Dolce & Gabbana estruturadinha…Essa é do inverno de 2008, comprei na Daslu, mas acho que está bem atual, né? Ah, eu não gosto daquela etiquetona dourada que vem nas bolsas Dolce (acho que parece etiqueta de mala de avião) então sempre tiro. Mas é uma coisa minha, né, sei lá…

Meu sapato pink Brian Atwood que vocês super já conhecem! Hehe

 

 

05abr

Estava aqui me arrumando pra ir para a hidroginástica quando recebi esse vídeo mais que fofo do pessoal da Rede Globo. Gente, meu coração bateu tão forte, mas tão forte, que eu precisei parar tudo para contar para vocês uma coisinha… Algumas leitoras acompanham o blog há muito tempo, e até já sabem como minha vida profissional começou aqui em São Paulo, então peço desculpas se vocês já sabiam dessa história… Mas, para quem não sabe Hehe. Não deu pra não sorrir…

Acontece que em outubro de 2007 eu praticamente me mudei para Caruaru, agreste de Pernambuco, para fazer meu Trabalho de Conclusão de Curso em Jornalismo sobre a maior feira ao ar livre do mundo, que fica ali, nessa cidade tão encantadora… Trabalhei como feirante, carroceira, vendedora, fui para o forró – show do Cavaleiros do Forró -, participei de churrasco com buxada, andei de mototaxi, fui na parada gay do agreste (tem uma parte ótima sobre ela no livro, mas não vou colocar aqui no post pra vocês ficarem curiosas!rsrs)… fiz aula de desenho na madeira (xilogravura!!) e tudo mais que vocês podem imaginar para conseguir sentir na pele como funcionava aquele mundo. Foi uma imersão tão grande que, quando voltei para Campinas para sentar e escrever tudo que havia vivido, sairam da minha caixola mais de 180 estrofes em repente de Cordel. Uma mistura de história da moda, com a história da feira com a história das pessoas que vivem dela, e para ela. O livro – uma reportagem fotográfica intitulada Cordel de Moda- Arte e Cotidiano na Feira de Caruaru -, ficou pronto no final de 2007 e só me rendeu alegrias nos anos seguintes. Com ele, levei o primeiro lugar do INTERCOM Sudeste e ganhei um concurso nacional de jornalismo, em 2008.

Pegando carona para ir de Caruaru até Recife com um furgão de uma banda de forró – o que quase matou mamãe do coração quando contei – toda animada – a minha aventura! Rsrs

Bom, se Deus quiser eu ainda publico o livro esse ano (joelhos dobrados!), é o que falta pra finalizar esse trabalho que teve tanta repercussão boa na minha vida, mas, enquanto isso não acontece, vou aproveitar a onda do cordel da Rede Globo e dividir um pouquinho dele aqui com vocês. (Foram mais de 3 mil fotos, não dá pra colocar todas aqui, é só um teaser mesmo, hehe). Ah, sim, o livro também é só em cordel (tirando a apresentação ) e não tem essas minhas intervenções que usei para esse post! É uma histórinha que vai do sapato, até o chapeu, claro, tudo em cordel (já estou rimando!Rsrs). Mas não vou mostrar tudo aqui… Usei muito o livro do Gilberto Freyre, Modos de Homem e Modas de Mulher – na verdade, cordelizei algumas de suas teorias. A biografia completa está no link do final…

“Nossa diversidade cultural é nosso maior patrimônio. Acho que devíamos aprender a dialogar mais com nossa regionalidade. Prestar atenção, por exemplo, na moda que é feita pelo povo e para o povo. Ainda temos muito preconceito, como se a moda não fosse algo popular. Mire-se no exemplo da Feira de Caruaru, um mercado que se renova, que se sustenta e que reaproveita matéria-prima que não é usada por outros produtores.”

Gilberto Gil, Fashion Marketing abril de 2007

Foi com essa frase que começou todo o meu trabalho de conclusão de curso da faculdade de jornalismo. Foram meses tentando descobrir o que era esse mundo feira de Caruaru – geografia, economia, história, tradições e tudo mais que pudesse explicar um pouco desse fenômeno do comércio de roupas que foi acontecer ali, no agreste pernambucano. Mal sabia eu que as respostas não estavam nos livros, mas na boca das pessoas.

Dentro da Feira de Caruaru, acontece a Feira da Sulanca, umas oito mil bancas que vendem tudo quanto é tipo de roupa. Barracas que são montadas e desmontadas semanalmente e que viram um imenso shopping popular ao ar livre. Dá pra imaginar?

 

Em cada feira roda

De real, mais de milhão

90% em nota viva

Pra facilita a transação

O resto é pré-datado

À vista ou no cartão

 

Não se avexe meu leitor

Que têm mais informação

37% da mercadoria

É lá toda produção

E 68% dos comerciantes

Em Caruaru, tem habitação

E aí eu me perguntava: Qual a distância entre a moda e a identidade brasileira… Distâncias? Não, não… existe ponte, reflexo.. tudo. Menos distância! As cores, os cortes, os tecidos, os brilhos estavam todos ali. Parecia que a inspiração do tema daquela coleção verão-verão saia do sorriso dos estilistas/vendedores e ia direto para a máquina de costura. Incrível assim, simples assim.

 

Moda é uso, estilo

É tipo passageiro

É gosto e capricho

“Sempri” de estrangêro*

Meu prezado, limpe a vista

Vô falá de brasileiro

 

Vestir, calças e falar

É cultural ou ligeiro*

Só que em Caruaru

Moda chega primeiro

Qui criatividade

Não falta pros costureiro

E lá tem absolutamente tudo: roupa masculina (gravata, terno, sunga, bermuda) roupa infantil, sapatos…

 

Pr’ajudá no passeio

Caruaru, na cidade

Tem coisa di pioneiro

É Feira do Calçado

Que pra vendê sapato

É o mais barateiro

 

O sapato s’inventô

Antes di vir o senhô

O querido Salvadô

Foi pelas pirâmide

Pro lado do Egito

Que o hómi se calçou

E pra mulher então? Blusa, top, calça, maquiagem, biquíni…

 

Mas Sulcana resolve

E deixa as donzela no riso

Com blusa, saia,jaqueta

Bata, top, vestido

Com bolero, camisa ou saia

Estampado, ou liso

 

Tem também decote

De canoa, em V e lua

Junta c´o short de lycra

Pra moça fica mais nua

Ai ela ta prontinha

Já pra ir pra rua

Acessórios..

 

Pra si infeitar também

A moça acha o que queria

Trancelim, corrente e brinco

Pra embelezá seu dia-a-dia

Tudo isso ela encontrou

Na parte da Bijuteria

 

Lá tem banca, tem banquinha

Pra muié s´embelezá

Bolsa e cinto de tachinha

Com colar pra s´enfeitá

Soma aí, mais o Ray ban

Pra homarada se oriçá

Lingerie…

 

Na Grécia, em Creta a

Lingerie apareceu

No século dezoito

Foi que amoleceu

Saiu metal e madeira

Veio barbatana de baleia

 

Na feira de Sulanca

Cabra sabe é não

Quanto qui tem na banca

Que lingerie é de montão

Só sabe que por peça

Faz de 10 pra cliente bão

Bolsa, saco, sacola pochete…

 

Foi na Idade Média

Qui´a bolsa de mão surgiu

As coisas não dava no bolso

Aí, a muié refletiu

Pra roupa colar no corpo

De bolsa se serviu

 

A bolsa evoluiu

Custando bem mais xerém

Por causa de belezura

Pois não engana ninguém

Funcionalidade, qualquer uma

De um jeito ou de outro sempre tem

E como afirmou Gilberto Freyre em “Modos de Homem e Modas de Mulher”, na feira pode-se comprar também muita moda não-visual, como música:

 

Muito se escreve da

moda e seu roteiro

Da roupa, biju e calçado

Só que compra o sacoleiro

Outros tipo de moda

Como música e cheiro*

 

Tem muito ritmo

Como di andar e falar*

Mas o caso aqui

É o que faz dançar

È baião, Xaxado e xote

Na festa mais popular

E cheiros…

 

A história do perfume

É mais ou menos assim:

Os hómi chamava deus

Queimava erva até o fim

Por causa de fumaça,

Surgiu “per femum” do latim

 

Perfume virou negócio

E ganhou monte de sinônimo

Pomada, aroma,xêro

Furo até camada de ozônio

Com ele que Cleópatra amô

Julio Cézar e Marco Antônio

Claro, chapéu.. muito chapéu…

A Caruaru está 

555 metro acima do már

Num planalto elevado

De clima semi-árido

O sol fica di rachá

E chapéu é bom di usá

Chapéu se tira na hora 

De almoça ou janta

Quando encontra moça

E no momento de reza

Taí o caso do chapéu

Que acabei de contá

Fazer uma ponte entre o universo da moda, recheado de super modelos, glamour e poder, com o cotidiano das pessoas comuns, era o objetivo principal de um trabalho de conclusão de curso de jornalismo, e por isso, não pude utilizar outra linguagem a não ser a mais escutada pelos corredores da querida feira: o cordel.

 

Pra contar a historia

Dessa cidade festeira

Usei um recurso

Feito na madeira

Junto com a literatura de cordel

Escrevi sobre a feira

 

Além de fortalecer

Folclore nacional

É hábito de leitura

E só custa um real

Aproxima o leitor

Com o texto coloquial

O cordel é marcado pela oralidade e por um ritmo sarcástico-informativo encantador. É através dele e de imagens da feira, que Cordel de moda – Arte e cotidiano na Feira de Caruaru, vai tomando forma, para narrar a versão caruaruense da estória da moda, através das várias histórias de Caruaru:

 

Partindo do sapato,

Vamos até o chapéu

Com história e anedota

Tudo em cordel

Mostrei a moda

E gente pra dedéu

 

Registrei a moda

Na maior feira artesanal

E quem for a Caruaru

Faça o principal

Visite o museu do cordel

E prepare o cheque especial

 

Espero que tenham gostado! =) Quem sabe, logo logo, tô convidando todas vocês para a noite de autógrafos! Yayyy!

Cordel de Moda – Arte e Cotidiano na Feira de Caruaru! Ah, aqui tem a parte acadêmica deste trabalho, para quem quiser saber mais…

05abr

Acho que os posts que mais gosto de fazer aqui no blog são os de História de Moda. Mas, como blogueira obediente que sou, andei fazendo uma apuração para ver o que vocês estavam querendo ver por aqui além deles… Já estou postando direitinho looks do dia, né? Hehe. Bom, mas continuava devendo esse aqui: “Dicas de peças que estão à venda nas lojas”. Como um serviço mesmo, pra facilitar a vida de vocês na hora das comprinhas.

Pra começar, uma loja da qual sou consumidora há uns 10 anos, a Costume!! Me lembro direitinho de mamãe me levando lá para comprar meus primeiros looks de mocinha! Rsrs

Nas lojas!

COSTUME: shopping Iguatemi, tel. (11) 3032- 2197, SP.

Vou tentar postar toda semana! Mas, para isso, vou precisar da ajuda de vocês com sugestões de marcas que gostariam de ver nessa tag! Vale fast fashion, loja de departamento, brechós… Quem quer começar a lista?

04abr

Eu já tinha tido aqui porque acredito que oncinha é um tipo de estampa que sempre vai estar presente no nosso guarda-roupa. Não é nem mais tendência, é praticamente um item essencial que cria looks, digamos assim, nada monótonos.

Mas, como tudo na moda deve ser adaptável ao nosso estilo, gostei de ver como a Schutz fez propostas para todos os tipos de gosto – e lifestyles, para o lançamento desse inverno: tem o peep toe altíssimo para aquela femme fatale que nunca desce do salto, clog e a bota cowboy para fashionistas, tem a sapatilha com detalhe em laço para as românticas (nem tão óbvias assim, haja visto as tachinhas para quebrar o clima), a bota estilo cowboy com salto fino para quem gosta de estar sempre sexy mesmo no friozinho, o oxford com salto, para quem gosta dessa tendência masculina mas não abre mão de ser mulherzinha, o modelito ladyelike para as sandubetes que trabalham com looks super formais (não me esqueço de vocês, viu!), o oxford aberto – meu favorito da coleção – para quem não abre mão do conforto – e, por fim, o peep toe com salto médio, para as sexy mammas do dia-a-dia! Vem comigoooo…

Oncinha para todos os estilos!

Claro que na hora de comprar um sapato a gente tem que pensar se acha a peça bonita ou não, mas, vamos combinar: ela vai ser muito mais bonita se fizer sentido ao nosso estilo de vida!!

03abr

“O covarde não começa. O medroso não termina. O vencedor nunca para de tentar…”

Anônimo

Pra gente nunca se cansar da tentativa de encontrar nosso próprio estilo, nossos valores,  nossa  identidade…